Raízes / Nutrientes (1)

Concentração de nutrientes minerais no solo

O crescimento das raízes depende da concentração de nutrientes minerais na solução do solo, especialmente, do azoto.  Por isso, a distribuição das raízes no solo pode ser influenciada pela localização dos fertilizantes minerais.  As raízes crescem bem em resposta à aplicação dos fertilizantes em profundidade e, em regiões áridas, ou em condições de sequeiro, a exploração profunda do solo pelas raízes pode ser benéfica para os momentos em que por falta de precipitação ou de rega, exista deficiência de água nas camadas mais superficiais do perfil do solo, apesar de continuar a existir água no solo em profundidade.  Em acréscimo, ao explorar em profundidade o azoto, as raízes exploram também os restantes nutrientes de que necessita.
A forma como os nutrientes influenciam a morfogénese do sistema radicular é semelhante à que se verifica quando se retira uma parte do sistema radicular da planta.  Isto conduz a um maior desenvolvimento da parte restante, a qual, passa a ser um forte local de destino de assimilados, que são necessários para obtenção de material para o crescimento, e energia para incrementar a capacidade de absorção de nutrientes pela parte que sobrevive.  Esta capacidade de absorção por cada raiz, aumenta quando parte das raízes é retirada, ou quando parte das raízes fica sujeita a uma concentração muito mais baixa de nutrientes.
O azoto e o potássio contribuem para a extensão da raiz principal e podem retardar a formação das raízes laterais, mas, a baixas temperaturas o azoto pode contribuir para o crescimento da raiz principal e, também, das raízes laterais.  A baixa concentração de fósforo pode aumentar o comprimento das raízes mas estas ficam mais finas e aumentam os pelos radiculares.  Baixas concentrações de nitratos também aumentam o comprimento, e a quantidade, de pelos radiculares relativamente às raízes.  Isto pode ser considerado um mecanismo de adaptação em que as raízes aumentam a sua superfície especifica, para aumentar a capacidade de absorção em relação aos custos de respiração para manutenção das próprias raízes.  As baixas concentrações de azoto e fósforo podem resultar também num aumento relativo das raízes em relação à parte aérea.  As figuras 1 a 3 exemplificam algumas respostas das raízes e da planta à disponibilidade de nutrientes.

Figuras

Figuras 1 a 3