Ana Sofia Rodrigues

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Branda da Aveleira

Branda da Aveleira

(Casa do Azevinho)

N 41º 51´ 36.37" - W 8º 16´ 51.94

Em tempos, os povos das vertentes oeste e noroeste da serra da Peneda abandonavam, pela Páscoa, as terras mais baixas, a que chamavam  “inverneiras” por aí passarem o Inverno, e subiam às terras mais altas, a que chamavam brandas ou verandas por aí passarem o Verão, levando consigo garranos, cachenos, gado miúdo e haveres. Cultivavam aí a batata, o centeio e apascentarem os gados. Só desciam  às inverneiras perto do Natal, por ocasião da matança do porco.

A branda de gado abrigava apenas os gados e alguns pastores, durante a noite, em  toscas cabanas, os cortelhos. Eram construções primitivas, normalmente de planta circular e de pequena dimensão, construídas  com blocos e lajes de granito sobrepostas que se fecham através de grandes lajes lisas e achatadas, formando falsa cúpula. Possuíam para a entrada do pastor, uma abertura estreita, baixa e sem porta, voltada para o lado mais abrigado dos ventos dominantes. No cortelho maior pernoitava o pastor, nos outros ficavam os bovinos, os bezerros e o gado miúdo. O cortelho era cercado por um muro também circular, a bezerreira, onde se protegiam as crias. Nalgumas brandas, existiam ainda cortelhos maiores e sem bezerreira, que permitiam a pernoita de vários pastores. (Adelino Gouveia, José Vieira Leite, Rui Dantas)